Chegou cedo em casa.
Bateu os pés no capacho.
Mas não limpou a sujeira da rua.
Impregnada.
Lavou as mãos, tomou atenção ao sabonete.
Limpou os olhos.
Já chorados pelas lágrimas.
Inclinou-se ao espelho e tentou sorrir.
Ato falho.
Lembrou do frio que subia às pernas.
Troco o calção pelo moletom.
Trocou o barulho pelo silêncio.
Trocou a rua pela solidão.
sábado, 16 de maio de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um engasgo que encanta
Está decidido. É num deixar ser que eu serei. Sem meias palavras, sem tantas desculpas. Que deixe vir as incertezas, os frios que fazem as borboletas. A palavra não vem à mente, é contrária à otimismo e talvez isso, seja lá um bom sinal. Mas não quero sinais. Deixe que eles confundam outras cabeças, pois são especiais, mas encobrem verdades e camuflam certezas.
As certezas, também não as quero. Pois não há complicado que seja esquecido. O fácil enjoa, não dá arrepios.
Ahh, não insistam, não quero interpretar todas as ações, já não preciso entender tudo o que me envolve. Deixar fluir e ser fluída, por aquilo que nem sei bem. Mas que gosto, que insiste em vir em horas improprias e esconder-se nas horas precisas.
Mas eu não preciso de nada disso.
Pois já está decidido.
Serei.
As certezas, também não as quero. Pois não há complicado que seja esquecido. O fácil enjoa, não dá arrepios.
Ahh, não insistam, não quero interpretar todas as ações, já não preciso entender tudo o que me envolve. Deixar fluir e ser fluída, por aquilo que nem sei bem. Mas que gosto, que insiste em vir em horas improprias e esconder-se nas horas precisas.
Mas eu não preciso de nada disso.
Pois já está decidido.
Serei.
domingo, 19 de abril de 2009
Preguiça masculina, justiça feminina
-Alô, amor, aí em cima da mezinha do telefone tem um envelope amarelo. Achou?
-Carol, você me ligo no trabalho. Não dá nem pra eu procurar.
-Preguiçoso!
.
-Carol, você me ligo no trabalho. Não dá nem pra eu procurar.
-Preguiçoso!
.
domingo, 12 de abril de 2009
No sobrado
Ahhh, definitivamente, de todas as suas reflexões, as melhores eram elaboradas no banheiro, logo pela manhã. Qual seria a de hoje?
Ele mora com a mãe, que separou-se de seu pai, ainda na sua infância. Não, o assunto não lhe é penoso. Tanto faz. Sempre foi daquele jeito: os dois no sobrado amarelo, janelas brancas, construído lá.. pelo final dos anos 70. Ah, e tinha o Zé Maria. Que trazia sempre um novo morador pra dentro de casa: uma pulga, um carrapato, um mosquito dentro da boca, uma abelha com o ferrão fincado no focinho. Cada dia um novo hóspede.
Hoje o dia parecia ter um som diferente, o despertador tocou só uma vez.Foi logo ao banheiro, molhou o rosto e se olhou no espelho. Meu nome é Pedro, hoje é 4 de maio, e eu tenho 17 anos. E qual seria a reflexão de hoje?
Bom, nas segundas os pensamentos costumam ser cansativos, piedosos de si mesmo. E hoje não seria diferente de nenhuma outra segunda-feira-dia-de-xingar. Merda de segunda-feira que insiste em dar o ar de sua graça depois do nublado e tedioso domingo, mas conhecido como “Ressaca’s Day”, mas isso já é conversa pra outra semana.
Então, pluft, lá estava a idéia de hoje: não refletir . Tarefa difícil, melhor não.. nada divertida também. Enfim, chegou à conclusão que esta segunda feira em especial, não merecia uma gota de seus pensamentos. Pedro voltou ao quarto, pensou em arrumar a cama , mas já estava atrasado 5 minutos, pois as reflexões de hoje se demoraram de frente pro espelho, e , de manhã, cada minuto conta.
Hoje um jeans e camiseta branca serviam. Mangas longas. Mochila. Caderno, caneca, moleton, celular. Desceu as escadas, meio correndo, meio pulando. Típico. Ah, merda de taco solto. Pedro, olha a boca, logo de manhã! Foi mal mãe...ai, mal aí Zé. Depois de quase levar um rabo peludo junto com o tênis, entrou na cozinha.
Hmmm... Preguiça até de comer.. Droga já sentei. Mãe pega o leite na geladeira pra mim. Ãhn, mãe, agora pega um copo aí no escorredor, ah vai, você já ta de pé... Valeu.
Uns 10 minutos depois , barriga cheia, dentes escovados, Zé alimentado, Pedro abriu a porta do passageiro, depois de abrir o portão. Pedro, sua mochila. Puuutz, já venho. Lá estava ela, esperando silenciosa em cima do sofá. Tudo pronto, chaves, porta. Falô Zé.
Entrou no carro e sua mãe deu partida.
Tá bom Segunda-feira, já acordei, não acordei?! Agora vê se passa logo e sem enchessão de saco.
Merda mãe, o Zé fugiu. De novo.
Ele mora com a mãe, que separou-se de seu pai, ainda na sua infância. Não, o assunto não lhe é penoso. Tanto faz. Sempre foi daquele jeito: os dois no sobrado amarelo, janelas brancas, construído lá.. pelo final dos anos 70. Ah, e tinha o Zé Maria. Que trazia sempre um novo morador pra dentro de casa: uma pulga, um carrapato, um mosquito dentro da boca, uma abelha com o ferrão fincado no focinho. Cada dia um novo hóspede.
Hoje o dia parecia ter um som diferente, o despertador tocou só uma vez.Foi logo ao banheiro, molhou o rosto e se olhou no espelho. Meu nome é Pedro, hoje é 4 de maio, e eu tenho 17 anos. E qual seria a reflexão de hoje?
Bom, nas segundas os pensamentos costumam ser cansativos, piedosos de si mesmo. E hoje não seria diferente de nenhuma outra segunda-feira-dia-de-xingar. Merda de segunda-feira que insiste em dar o ar de sua graça depois do nublado e tedioso domingo, mas conhecido como “Ressaca’s Day”, mas isso já é conversa pra outra semana.
Então, pluft, lá estava a idéia de hoje: não refletir . Tarefa difícil, melhor não.. nada divertida também. Enfim, chegou à conclusão que esta segunda feira em especial, não merecia uma gota de seus pensamentos. Pedro voltou ao quarto, pensou em arrumar a cama , mas já estava atrasado 5 minutos, pois as reflexões de hoje se demoraram de frente pro espelho, e , de manhã, cada minuto conta.
Hoje um jeans e camiseta branca serviam. Mangas longas. Mochila. Caderno, caneca, moleton, celular. Desceu as escadas, meio correndo, meio pulando. Típico. Ah, merda de taco solto. Pedro, olha a boca, logo de manhã! Foi mal mãe...ai, mal aí Zé. Depois de quase levar um rabo peludo junto com o tênis, entrou na cozinha.
Hmmm... Preguiça até de comer.. Droga já sentei. Mãe pega o leite na geladeira pra mim. Ãhn, mãe, agora pega um copo aí no escorredor, ah vai, você já ta de pé... Valeu.
Uns 10 minutos depois , barriga cheia, dentes escovados, Zé alimentado, Pedro abriu a porta do passageiro, depois de abrir o portão. Pedro, sua mochila. Puuutz, já venho. Lá estava ela, esperando silenciosa em cima do sofá. Tudo pronto, chaves, porta. Falô Zé.
Entrou no carro e sua mãe deu partida.
Tá bom Segunda-feira, já acordei, não acordei?! Agora vê se passa logo e sem enchessão de saco.
Merda mãe, o Zé fugiu. De novo.
segunda-feira, 30 de março de 2009
meio cheio, meio vazio
Era um medo de bater de cara com a chamada realidade.
Se escondia sob pretensas criticas à tudo que queria e não conseguia ser.
Se revelava em dias de santo.
E de santo, nada cabia nesses dias.
Nada cabia em seus copos cheios da vida libertina.
Libertinagem de dias santos.
Queria uma constância.
Mais do que isso.
Que sentido leva a previção seguida de um derrame de emoção?
Queria uma, definitiva, segurança.
Não bastava mais se embebedar.
Não mais bastava se escrachar por calçadas e esquinas sem , por dias, se lembrar.
Queria dividir a liberdade com a rotina.
Mas não queria cair na putaria.
Se escondia sob pretensas criticas à tudo que queria e não conseguia ser.
Se revelava em dias de santo.
E de santo, nada cabia nesses dias.
Nada cabia em seus copos cheios da vida libertina.
Libertinagem de dias santos.
Queria uma constância.
Mais do que isso.
Que sentido leva a previção seguida de um derrame de emoção?
Queria uma, definitiva, segurança.
Não bastava mais se embebedar.
Não mais bastava se escrachar por calçadas e esquinas sem , por dias, se lembrar.
Queria dividir a liberdade com a rotina.
Mas não queria cair na putaria.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Último par
vem menina
traz teu corpo aqui à pista
tira o sapato, me envolve o corpo
vem dançar mais uma vez
me vire os olhos
me estenda o colo
que teu perfume já confunde os meus passos
vem dançar mais uma vez
me tenta a boca
aproxima as ancas
solta o cabelo e
vem dançar mais uma vez
vem menina, chega perto
me deixa entrar no teu compasso
me joga todo esse descaso
que me inunda de prazer
me traz,menina, a tua dança
que no meu sonho e esperança
já me caso com você
vem menina, vem dançar a última vez.
traz teu corpo aqui à pista
tira o sapato, me envolve o corpo
vem dançar mais uma vez
me vire os olhos
me estenda o colo
que teu perfume já confunde os meus passos
vem dançar mais uma vez
me tenta a boca
aproxima as ancas
solta o cabelo e
vem dançar mais uma vez
vem menina, chega perto
me deixa entrar no teu compasso
me joga todo esse descaso
que me inunda de prazer
me traz,menina, a tua dança
que no meu sonho e esperança
já me caso com você
vem menina, vem dançar a última vez.
Leste viagem.
Foi uma semana diferente. Como cada uma estava sendo. A palavra rotina era visita constante em seus pensamentos, porém, distante das suas palavras. Durante toda a semana só músicas ruins vinhamm à memória. Custou à escrever, demorou a pensar, enrolou a língua, desaprendeu a falar. Como era mesmo aquela músic...
TUNTZ TUNTZ TUNTZ (ahhh, denovo não!)
Essa semana não tava boa pra cultura, não tava boa pro estudo... a semana não estava à altura.
Mas quer saber? Tava boa.
Foi bom não saber falar, foi ainda melhor não pensar.
Mas sentiu falta de escrever: rotina.
TUNTZ TUNTZ TUNTZ (ahhh, denovo não!)
Essa semana não tava boa pra cultura, não tava boa pro estudo... a semana não estava à altura.
Mas quer saber? Tava boa.
Foi bom não saber falar, foi ainda melhor não pensar.
Mas sentiu falta de escrever: rotina.
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